Como o Método LP trabalha a recomposição corporal sem fórmulas prontas

Emi Takavara
Por Emi Takavara 5 Min de leitura
Lucas Peralles

O nutricionista esportivo Lucas Peralles, fundador do Método LP, ouve no consultório a mesma dúvida sobre recomposição corporal: é possível perder gordura e ganhar músculo ao mesmo tempo sem seguir uma fórmula pronta importada da internet.

A resposta científica é sim, mas com uma ressalva que a maioria dos protocolos genéricos ignora: o resultado depende do ponto de partida de cada pessoa, do tempo de treino, do percentual de gordura e da velocidade com que o corpo é levado a mudar. É justamente nessa variável individual que muitos planos padronizados falham, entregando o mesmo cardápio e a mesma meta calórica para corpos que não têm nada em comum.

O que é recomposição corporal?

Recomposição corporal é o nome técnico para um processo em que o corpo perde gordura e ganha ou mantém massa muscular ao mesmo tempo, muitas vezes sem que o peso na balança se altere de forma perceptível. Por isso, ela costuma confundir quem mede evolução só pelo número da balança, que soma água, músculo, gordura e até o que a pessoa comeu horas antes de pesar.

Um quilo perdido rápido pode significar músculo junto com gordura, o que compromete o resultado a médio prazo. Métodos que separam gordura de massa magra, como a bioimpedância ou a medição de dobras cutâneas, mostram com mais precisão o que realmente mudou no corpo e evitam que alguém abandone um plano eficiente só porque o ponteiro da balança não se moveu.

Por que fórmula pronta falha na prática?

Um exemplo comum de fórmula pronta é a meta fixa de proteína que ignora peso, idade e tempo de treino. A literatura aponta uma faixa entre 1,6 e 2,2 gramas de proteína por quilo de peso corporal, mas o ponto certo dentro desse intervalo muda conforme o histórico de cada pessoa.

Lucas Peralles
Lucas Peralles

O nutricionista esportivo Lucas Peralles pondera que aplicar o mesmo número para um iniciante e para um atleta treinado há anos é o tipo de atalho que o Método LP evita desde a primeira consulta. A velocidade do déficit calórico segue a mesma lógica: um corte agressivo tende a levar músculo junto com a gordura, enquanto uma redução mais lenta, combinada a treino de força, preserva a massa magra conquistada.

Como o Método LP estrutura o processo sem receita genérica?

Antes de montar qualquer cardápio, o Método LP levanta o histórico de treino, o padrão alimentar e a relação da pessoa com a comida, para então decidir se o caminho é ajustar calorias, redesenhar o treino ou os dois ao mesmo tempo. Essa etapa acontece na Clínica Peralles, onde nutrição, treino e acompanhamento médico funcionam de forma integrada, sem depender de um protocolo isolado.

Lucas Peralles descreve esse cruzamento de áreas como o que evita que o paciente perca massa magra junto com o peso perdido. A alimentação entra sem listas de proibições fechadas, porque cortar grupos inteiros de comida costuma gerar compensação mais à frente, e o ajuste é pensado para caber na rotina de quem já treina e trabalha.

O que muda quando o acompanhamento é contínuo?

Recomposição corporal não é um objetivo que se resolve em poucas semanas, porque o músculo se constrói devagar e a gordura corporal responde a mudanças de forma gradual. Planos que prometem resultado rápido tendem a sacrificar justamente o músculo que deveria ser preservado, deixando a pessoa mais leve na balança e mais fraca no treino.

É por isso que o acompanhamento contínuo pesa mais do que a dieta perfeita no papel; ele transforma um objetivo pontual em um jeito de lidar com o próprio corpo a longo prazo. Lucas Peralles indica que esse ajuste constante é o que sustenta o resultado depois que a novidade do início passa, quando a mudança de hábito, e não a fórmula, passa a sustentar o que foi conquistado.

Compartilhe este artigp
Deixe um comentário

Deixe um comentário