Segundo Tiago Schietti, a profissionalização do setor funerário tem ganhado espaço nas discussões sobre gestão, qualidade de serviço e responsabilidade social. Em um segmento que lida diretamente com a dignidade humana, a organização dos processos, a qualificação das equipes e o cumprimento rigoroso de normas não são apenas diferenciais competitivos, mas requisitos essenciais.
A seguir, vamos analisar os principais desafios da profissionalização do setor funerário e os caminhos possíveis para consolidar uma atuação mais técnica, ética e sustentável. A evolução do mercado exige preparo estratégico, visão de longo prazo e compromisso com padrões elevados de gestão.
O que significa profissionalizar o setor funerário?
Profissionalizar o setor funerário significa estruturar processos com base em normas técnicas, capacitação contínua e gestão estratégica, como aponta Tiago Schietti. Isso envolve sair de um modelo puramente operacional e adotar práticas administrativas, financeiras e jurídicas mais organizadas e transparentes.
Também implica valorizar a formação técnica dos colaboradores, estabelecer protocolos claros de atendimento e garantir conformidade com exigências sanitárias e ambientais. A profissionalização é, portanto, um movimento de amadurecimento institucional.
Quais são os principais desafios enfrentados?
Entre os desafios mais comuns estão a informalidade histórica de algumas operações, a resistência à modernização e a falta de investimento em qualificação. Em muitos casos, empresas familiares enfrentam dificuldades para implementar modelos de gestão mais estruturados.
Outro obstáculo relevante é a complexidade regulatória. O setor funerário está sujeito a normas sanitárias, ambientais e administrativas que exigem atualização constante. Sem organização interna, o risco de falhas e penalidades aumenta.
Como a capacitação impacta a qualidade do serviço?
De acordo com Tiago Schietti, a qualificação profissional é um dos pilares da transformação do setor. Colaboradores bem treinados compreendem protocolos técnicos, padrões de segurança e práticas de atendimento humanizado, reduzindo erros e melhorando a experiência das famílias.
Além disso, a formação contínua fortalece a imagem institucional da empresa. Quando a equipe demonstra preparo técnico e postura ética, a confiança se consolida e a reputação se torna um ativo estratégico.

De que forma a gestão estratégica contribui para o avanço do setor?
A gestão estratégica permite planejar investimentos, controlar custos e definir metas de desempenho, como analisa Tiago Schietti. Cemitérios, crematórios e funerárias que adotam indicadores de qualidade conseguem monitorar resultados e promover melhorias constantes.
Com planejamento estruturado, torna-se possível antecipar demandas, modernizar infraestrutura e incorporar tecnologia de forma consciente. A profissionalização deixa de ser apenas discurso e passa a ser prática institucional.
Qual o papel da tecnologia nesse processo?
A tecnologia é uma aliada importante na organização de contratos, registros e fluxos operacionais. Sistemas digitais reduzem falhas manuais, aumentam a rastreabilidade das informações e contribuem para maior transparência.
Entretanto, a digitalização deve caminhar junto com a humanização. O setor funerário exige sensibilidade, e a tecnologia deve servir como suporte, não como substituição do contato empático e responsável.
Como fortalecer a governança e a conformidade legal?
Conforme Tiago Schietti, a adoção de políticas internas claras, auditorias periódicas e acompanhamento jurídico especializado são medidas essenciais para fortalecer a governança. A conformidade com normas sanitárias e ambientais reduz riscos e aumenta a credibilidade institucional.
Empresas que estruturam processos internos de controle e documentação demonstram compromisso com a legalidade e com a qualidade do serviço. Isso também facilita a relação com órgãos reguladores e parceiros institucionais.
Quais caminhos possíveis apontam para o futuro?
O futuro do setor funerário passa pela integração entre gestão moderna, qualificação técnica e responsabilidade social. A valorização do profissional, o investimento em inovação e a padronização de processos são etapas fundamentais desse percurso.
Portanto, a profissionalização não é um ponto final, mas um processo contínuo de aprimoramento. Ao assumir esse compromisso, o setor fortalece sua imagem, amplia sua sustentabilidade econômica e reafirma seu papel essencial na sociedade.
Autor: Diego Velázquez


